6 Dicas para se dar bem ao comprar um imóvel

Adquirir um imóvel é uma decisão pra lá de delicada, gastar quase toda sua economia nesse investimento deve ser uma atitude bem planejada. Listamos aqui 6 dicas para fazer uma aquisição sem arrependimentos!

Casal feliz com compra da casa nova

1 – Prepare a documentação com cuidado para conseguir aprovação mais fácil

Ser aprovado em um financiamento bancário não é garantido. Caso você não esteja alinhado com todas as diretrizes necessárias para ter o crédito aprovado, seu pedido não será aceito. O primeiro item é a relação salário e parcela do financiamento, a parcela pode ser no máximo 30% do seu salário.

Ou seja, antes de tentar o financiamento, use o simulador online do seu banco. No simulador digite o valor do imóvel desejado, o valor da entrada que pode pagar, e a quantidade de anos, para no fim descobrir o valor da parcela. Se a reposta for maior que 30% do seu salário, seu pedido certamente será reprovado. A solução neste caso é conseguir mais dinheiro para entrada, ou encontrar um imóvel mais barato.

Lembre-se que ao considerar o valor que você tem para dar de entrada, que é necessário separar cerca de 5% do valor do imóvel para pagar de impostos (explicado no item abaixo), muito consumidores pensam que sua economia será usada apenas para a entrada e esquecem os impostos.

Na dúvida, procure um advogado especializado, posso indicar um advogado imobiliário em Brasília – DF, caso não seja sua região procure indicações em sua cidade.

2 – Prepare-se para as taxas e impostos

Valores de taxas e impostos são os que mais confundem e assustam os consumidores, pois o corretor de imóvel e o funcionário do banco nunca são claros em esmiuçar todos os detalhes.

Você deverá pagar a taxa da visita do engenheiro do banco (cerca de R$ 1.5 mil), o IBTI (cerca de 2% a 3% do valor do imóvel), o registro do imóvel (cerca de R$ 1 mil), e algumas taxas menores para o banco por questão de documentação (cerca de R$ 500,00). Após a quitação total do financiamento você deverá pagar também a escritura. Portanto separe cerca de 5% do valor do imóvel para impostos e taxas.

3 – O financiamento deve ser menor do que a aluguel que costuma pagar, não compre mais do que pode pagar

Frase clássica de todo especialista em finanças pessoais é: “Nunca gaste mais do que você pode pagar”.

Esse pensamento é perfeito principalmente para parcelas habitacionais, nunca pague um valor além da sua capacidade, também não pague um valor maior do que o preço do aluguel que você já está acostumado.

O ideal é durante os meses pagando as parcelas ainda sobrar dinheiro para você fazer uma nova reserva financeira para quitar o financiamento antes do prazo. Sobrar dinheiro é extremamente importante, pois se você ficar poucos meses devendo para o banco, ele pode tomar seu imóvel e você perder tudo. Portanto jamais entre em um financiamento que você não pode pagar.

4 – Capriche na entrada e reduza os meses de financiamento o máximo possível

A principal chamada de corretores de imóveis é “pague apenas uma pequena entrada”. Embora essa frase possa parecer atraente, é um erro tremendo. Na realidade você deve se esforçar para pagar a maior entrada possível comparada ao valor a ser financiado.

Por exemplo, se o imóvel custa R$ 200 mil, esforce para conseguir uma entrada de no mínimo 50%, ou seja, R$ 100 mil. Quanto menor o valor a ser financiado melhor, pois seu risco de ter problemas ao longo do caminho diminui. Se você tem muito pouco para dar de entrada, talvez a melhor opção seja juntar mais dinheiro antes de dar esse passo.

5 – Evite comprar na planta, pesquise bem os usados

Anúncios de imóvel na planta são sempre os mais atrativos, mas quase nunca são as melhores opções. As vantagens de comprar um imóvel com valor um pouco abaixo do mercado são menores do que as desvantagens pelas ameaças desse tipo de negócio.

Após o boom imobiliário a partir de 2010 os preços dos imóveis caem a cada ano, por exemplo, comprar um imóvel em 2018 não garante que ele valorize o suficiente para ter lucro em uma futura venda em 2020.

Além disso, grande parte das obras de imóvel na planta atrasa, é possível encontrar em sites como o Reclame Aqui centenas de brasileiros desesperados por ter um contrato que mencionava a entrega para uma determinada data, mas após meses o empreendimento continua em eterna construção.

E o pior é que em caso de compra usando financiamento bancário, não existe nenhuma garantir de que seu crédito será aprovado no momento da entrega das chaves, caso o consumidor seja demitido as vésperas da tentativa de financiamento com o banco, a investida será certamente reprovada.

A única solução para consumidores que escolherem a compra na planta é o distrato de imóvel, que permite reincidir o contrato com devolução de até 100% dos valores pagos com juros e correção.

6 – Faça amortização da dívida sempre que possível

Um imóvel financiado só será realmente seu quando você terminar de quitar todo o valor devido no financiamento. Não espero todas as parcelas chegarem ao fim, pois isso pode demorar anos, de acordo com o prazo que você escolheu.

Utilize sempre que possível a opção por amortização da dívida, que é pagar uma parte do saldo devedor para o banco. Por exemplo, foram financiados R$ 80 mil com o banco, você paga R$ 1 mil por mês de parcela, esse pagamento mensal vai diminuir muito pouco da dívida, pois a maior parte é juros. Junte dinheiro, por exemplo, R$ 5 mil e vá até o banco pedir a amortização. Essa prática diminuirá o saldo devedor, o prazo e as parcelas continuamente e de forma acelerada. Em pouco tempo você quitará toda a divida e terá um imóvel 100% seu!